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.: Um resgate sobre a participação de Itapetininga no conflito :.

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|||Segundo o livro "Diário de um Combatente" publicado pelo Veterano Victório Nalesso, Itapetininga participou dos esforços de guerra tanto no litoral brasileiro quanto nos vários escalões da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que seguiram para a Itália.

|||Com efeito, os combatentes itapetininganos que para lá seguiram, distribuídos que foram em várias unidades militares - tanto na FEB quanto na Marinha de Guerra do Brasil, comprovaram esta assertiva e colocaram o nome de Itapetininga em destaque na história da contribuição de nosso país naquele conflito mundial.

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Desembarque das tropas brasileiras em Nápoles

Fonte: Blog Marcos Nogueira

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|||Das unidades militares que combateram no teatro de operações da Itália na Força Expedicionária Brasileira comandada pelo futuro Marechal Mascarenhas de Moraes, aquela que recebeu o maior contingente de expedicionários oriundos de Itapetininga (quinze expedicionários - 43% do total) foi o 1º Regimento de Infantaria - o legendário "Regimento SAMPAIO" - que participou de operações divisionárias nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale do Pó, quando se deu a ocupação da cidade de Lodi.

|||Mas a ação que notabilizou este regimento de heróis foi a tomada de Monte Castelo.

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Pracinhas do 1º Regimento de Infantaria em Alexandria

Fonte: Livro "Diário de um Combatente"

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|||Com efeito, no Boletim do Exército de 12 de Janeiro de 1946, consta o elogio consignado ao 1º Regimento de Infantaria, que declara, entre os seus mais assinalados feitos, "a conquista da forte posição inimiga de Monte Castelo, em cujo ataque, na manobra da Divisão, desempenhou com ardor a ação principal e decisiva e depois sua denodada resistência no combate de La Serra, que constituem, sem dúvida, as passagens mais dignificantes e de maior emoção vividas pela Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália. Nesses árduos combates, contra um inimigo obstinado e aguerrido, os soldados do 1º Regimento de Infantaria fizeram reviver as virtudes militares dos soldados de Sampaio".

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Pracinhas na batalha de Monte Castello

Fonte: Blogs APVMA e Oficina de Gerencia

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|||Onze itapetininganos (31%), servindo no histórico 6º Regimento de Infantaria - o Regimento IPIRANGA - estiveram em operações no norte de Pisa e no vale do Sercchio, nos Apeninos, do Reno ao Panaro e no Vale do Pó. 

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Fuzileiros do 6º Regimento de Infantaria

Fonte: Livro "Irmãos de Armas" e Portal FEB

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|||Coube a este denodado regimento da FEB, dentre as várias missões que cumpriu, a principal ação que culminou na rendição de toda o efetivo da 148º Divisão Panzer em Collechio-Fornovo: 2 generais, 891 oficiais, 19.680 praças, 5.000 canhões e 4.000 cavalos.

|||Segundo o elogio consignado ao 6º Regimento de Infantaria no Boletim do Exército de 12 de Janeiro de 1946, considera-se esta rendição "o mais sensacional feito das armas brasileiras, no Teatro de Operações da Itália, em uma da das fases mais empolgantes da manobra do IV Corpo de Exército Americano no Vale do Pó".

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Armas e Soldados da Divisão Panzer rendidos em Collechio-Fornovo

Fonte: Sr. Mário Pereira (Pistóia, Itália) - Forum Brigadeiro Nero Moura

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|||No 11º Regimento de Infantaria, oito itapetininganos (23%)  participaram das ações de guerra de montanha, em operações nos Apeninos, do Reno ao Panaro e, depois, no Vale do Pó, onde o regimento concorreu também para a rendição da Divisão Panzer em Collecchio-Fornovo. Mais tarde, foi o 11º que se deslocou até os Alpes e estabeleceu a ligação das  tropas brasileiras com as do Exército Francês.

|||As ações deste regimento em Montese ilustraram páginas de nossa historiografia militar.

|||De fato, segundo o elogio consignado ao 11º Regimento de Infantaria no Boletim do Exército de 12 de Janeiro de 1946, entre os mais assinalados feitos desse regimento "destacar-se-ão, para sempre, a sua ação no combate de Castelnuovo no qual concorreu, ardorosamente, para o arremate vitorioso das operações do Vale do Reno e a conquista da forte posição inimiga de Montese, em cujo combate constituiu, verdadeiramente, a mais áspera e rude jornada da Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália".

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A sangrenta luta pela libertação da cidade de Montese

Fonte: Portais Forças Terrestres e Veja Abril

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|||Já na defesa das costas brasileiras, um itapetiningano (3%) lá esteve servindo em unidade da Marinha de Guerra no arquipélago de Fernando de Noronha.

|||Neste local, ele e demais brasileiros que lá estiveram conviveram por mais de um ano com o racionamento de alimentação, água potável, com o terrível beribéri e a crescente angústia de iminente ataque alemão, cujos submarinos já haviam torpedeado 33 navios em nossos mares territoriais.

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Na defesa do litoral brasileiro em Fernando de Noronha

Fonte: Blog RioBlog

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|||A título de referência para pesquisadores e interessados, a origem dos elogios consignados aos regimentos acima mencionados foram transcritos do portal da ANVFEB, no endereço:

http://www.anvfeb.com.br/elogios_para_a_feb.htm

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||||||||Quanto a maiores informações sobre um histórico geral da participação da FEB na Segunda Guerra Mundial, efetivos e unidades militares, operações militares, combates, vitórias e derrotas, encontram-se nesta edição do informativo Guararapes da Federação de Academias de História Militar Terrestre do Brasil - edição comemorativa dos 70 anos do Dia da Vitória.

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Monumento aos Veteranos da II Guerra Mundial de Itapetininga, SP

Local: Tiro de Guerra de Itapetininga Foto: Acervo Portal

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